30.3.07

Pernas pro ar

Não fazer nada é algo romantizado pela mídia, você está sempre fazendo alguma coisa, apenas nos indentificamos com a palavra "nada" por sua já dita romanticidade, talvez você pense "Ah, esse texto não é sobre nada", errado, esse texto é sobre nada.
O que é nada pra você? pergunte a pessoa ao lado e talvez ela responda meio assustada: - nada?! nada é nada.
Isso provavelemente não vai responder e você ainda vai ficar com cara de idiota depois.
Partamos ao obvio; Dicionário: Nada = coisa nenhuma, inanidade.
Isso não é muito confiavél, afinal se nada não é coisa nenhuma ou mesmo "nada é nada" então quer dizer que não exite o "nada" visto que tudo é alguma coisa (posteriormente veremos "tudo", atentemos ao "nada").
Ponhamos "nada" então no grupo das palavras interpretativas (como seus parentes próximos Tudo, Deus, Cabeça de Bacalhau, etc...).
"Nada" pra mim pode ser 1 e pra outro individuo pode ser 2.
Algumas pessoas acham que um hd de 20 GB, Livros do Paulo Coelho ou sentar num bar e pedir apenas uma cerveja são alguma coisa (na maior parte pessoas sem noção), vai da interpretação.
Mas talvez no final essas especulações não levem a nada pelo simples fato de niguem estar interessado.


"Não fazer nada não é tão simples quanto parece.
Você precisa ter cuidado porque a idéia de não fazer nada;
Pode facilmente levar a fazer alguma coisa;
O que atrapalha o "nada";
Forçando a largar tudo." (Seinfeld)


Foto meramente ilustrativa

TO EVERY LITTLE GOOD THING IN LIFE


Comemore as pequenas coisas da vida...
Cerveja como são as coisas...

12.3.07

Resumo da Ópera

Depois de dois meses na cidade estranha, me vejo sozinho, o relógio corre devagar, corre sem vontade, sem interesse de chegar.
Calor.
Eu espero a passagem para fora daquela realidade indiferente, na casa, só, ponho Strokes pra tocar na manhã que vai ficando cada ez mais quente.
Nada pra fazer, tomo banho, sento no sofá, ligo a tv, ando, tiro a roupa e ando nu pela casa, pequeno sorriso entre os lábios, sento, tomo banho, visto o que me parece mais limpo, olho pra rua esperando ver alguém pra ao menos acenar, ninguém aparece.
Arrumo as malas, e da vontade de gritar, não grito.
Os fatos passam por nós, mas nós não passamos por eles.
Eles ficam, estalam-se e quando vê já estão abrindo a geladeira e pedindo "um troco", até que você muda de casa e descobre que se enganar faz parte da felicidade.
No supermercado da vida espero passar da sessão dos enlatados...
Abro a geladeira: Água somente.
Conto as garrafas que estão na cozinha: 60 garrafas de São Pedro, santo forte...
Martinis, vodkas, ron, uísque, paro de contar e penso no que vou comer.
Preciso comer.
Fome.
Ligo para quem me lembro:
- Olá, tem comida aí? Pergunto
...
- Ok, estou indo.


Entrego as chaves da porta para a senhora franzina e simpatica e me vou.
Sem ter o que pensar ou o que sentir vou andando...
Andando sem saber o que vou encontrar, esperando aquilo não ser o fim.

20.2.07

O que pensar?


O que não foi não é, e o que tiver que ser, pede uma cerveja e sem preocupação espere sem pressa, afinal, vai ser.
Não tenho argumentos para ir de contra tudo aquilo que não gosto mas diga-se de passagem:
-Eu odeio o Steven Seagal!! e daí!!
Pizza e cerveja é meu café, almoço e janta, mas sempre espero isso ser surpresa.
Onde estão os filmes franceses porra!!!
Ainda guardo sentimentos ocultos pela minha infancia alienada (se estiver lendo isto, minhas desculpas mas tenho que te matar).
Pensamentos soltos numa nêga que não se chama Teresa.

9.2.07

Universidade é assim


nem todos aguentam a té o final.

24.1.07

I'm Soure


Acordo sem saber onde estou
Vinho e Discussões sociologicas
Ressaca
Eu e Tu
Café pra tirar a ressaca que dá sono e pede um café
Pensamentos distantes
Dinheiro acabando
Comte, Durkheim, Marx
Cidade estranha
Calor
E a vida vai seguindo num ritmo bubalino.
e eu esperando alguem pela janela.
Pra passar a ressaca

29.12.06

Oh!!! It's New Year...

Sempre achei que ano novo fosse um dia depois do seu anivesário, apartir dali um ano novo o espera(tirando a Rita lee que nasceu dia 31 de dezembro), mas reveillon é algo especial, da pra se fingir de "vou mudar daqui pra frente" (mas não me faça desejar feliz ano novo a alguem), meses se repetirão e coisas novas viram, não necessariamnte nessa ordem.
Deixo o blog de lado para ir até o fim do mundo e voltar pra escrever como foi.
.

7.12.06

[Entre Colchetes]


A principio basta ter um emprego, amor, saúde e paz e a felicidade se instalará na sua porta.
Depois, o emprego é uma merda e tem sempre um incompetente acima de você, você trabalha muito e ganha pouco, é motivo de chacota por pessoas que não te conhecem, e pra alcançar o posto dos sonhos e preciso trabalhar dobrado sem tempo de gastar o dinheiro que você ganhou trabalhando para ser feliz.
O tempo passa e o corpo envelhece cada vez mais, é preciso malhar para manter a saúde que mal é usada para outra coisa senão para mantê-la.
Você acompanha a tecnologia e tem aparelhos que para sua felicidade tem de usa-los para algo que não tem muito funcionalidade útil.
Alem disso o amor, ah o amor, virá... mas como guarda-lo? Como mantê-lo? Tem receita? Duvidas e ciúmes são problemas, viver e deixar viver é uma boa dica, nem sempre dá certo, mas é uma boa dica.
Desejo é uma droga, a principio a satisfação é encontrada com pouco.
Mas com pouco ninguém está satisfeito.
Então será que o descontentamento não vem do desejo?
Esse que te faz crescer é o mesmo que nunca te deixa realmente feliz.
Compre um vídeo-game.

Carlos Augusto Limm

Resposta


"A tristeza me recobre
E mando a cerveja goela abaixo
Peço uma bebida forte
Rápido
Para adquirir a garra e o amor de
Continuar!"

Charles Bukowski

5.12.06

Asylum II

Após a terceira semana perdi as contas dos dias que passei ali, apesar de que nenhum dia era como o outro achei que enquanto estive ali o que menos importava era o tempo, entravam e saiam pessoas como em feiras populares e os poucos residentes fixos me puseram a margem de suas conversas, como num clube em que estará excluído, o único ao qual me dava alguma atenção era um cara chamado Dingo, esse era o nome a qual todos o chamavam pelo fato dele estar sempre vestido de palhaço (com maquiagem e tudo) e estar escrito no seu babador branco com bolinhas prateadas, nunca falava, mas vivia atrás de mim, como se eu o inspirasse, mesmo não sendo inspiração pra mim mesmo, certo dia uns caras tentaram mexer conosco, ficaram nos cercando e na hora em que iam nos encher de porrada ele tirou uma garrafa pequena de Ypióca limão do bolso como um trunfo, como não era permitido beber ali os caras livraram nossa cara em troca da garrafa, tinha que dar meus votos de confiança ao imbecil maquiado, uma semana depois me trouxe uma mesma garrafa a que tinha dado aos idiotas e aquilo fez com que tivesse de fato minha confiança.
Eu era o mais são dos loucos e com certeza o mais louco dos sãos, certo dia, com algo errado no sistema as portas se abriram e todos podiam sair dos seus quartos, quase todos saíram correndo mesmo não tendo pra onde ir (destravaram apenas as portas dos quartos e não as da saída), muitos iam de um lado para o outro sem ter o que fazer, muitos cansaram de fazer isso e voltaram para seus quartos, outros tentavam inovar e até subiam em lugares não muito recomendáveis, eu tentará ler Uma estadia no inferno de Rimbaud mais como não conseguia entender direito mesmo fui ver o que estava acontecendo no corredor, pessoas pra lá e pra cá sem muito motivo, e na algazarra vi saindo de um dos quartos um pequeno filete de fumaça, não tendo o que fazer, entrei no quarto e antes de ver de onde vira a fumaça percorri com os olhos longas pernas que se fizeram aparecer, pernas que tinham sido feitas sem poupar mão de obra, meus olhos vieram de encontro os da então:
- Sofie... Disse a mulher dentro do quarto e tragou novamente sua cigarreira.
- Onde conseguiu os cigarros?
- Você quer um?
- Eu não fumo.
Deu outra tragada e soltou a fumaça lentamente.
- Você não disse seu nome.
- O que está fazendo aqui?
- Fumando um cigarro.
- Quer ver uma coisa?
- Se você quiser mostrar.
Tirei do bolso a meiota de Ypióca de limão que estava pela metade.
- Quer um trago? Perguntei
- Senta aí.
Sentei e passei a ela a garrafa.
- Quer jogar?
- Jogar?
- É
- Jogar o quê?
- Você é um pouco lento hein? Se você perder me traz uma garrafa dessa todo dia até o fim do mês.
- E se você perder?
- Faço sexo oral em você.
- Fechado.
Tirou um baralho atrás de si.
- Você tira uma carta e eu outra, quem tiver a maior ganha.
- Fácil.
Tiro um valete de paus. Ela um valete de ouros.
- Empate. Declaro.
- Justo. Tive então a melhor chupada de toda a minha vida. Quando o mês acabou e minha entrega de garrafas também, ela (a mulher da cigarreira) se foi para outra cidade e descobri que ela era a terapeuta. Pra ser exato uma prostituta contratada para os residentes do local, paguei por uma puta paga, mas nunca me arrependi por aquilo, o que se come hoje se caga amanhã, e os únicos resquícios de passados são as memórias que no meu caso são substituíveis.
Carlos Augusto Limm